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Escrito por Administrator
Qui, 15 de Abril de 2010 11:30 |
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DOIS GAYS E UM BIG BROTHER |

A lição dos gays do Big Brother 10
A nota para eles não foi 10

Nem todo mundo olhou para os gays do Big Brother e pensou em estereótipo, palavra usada principalmente para definir e limitar pessoas ou grupo de pessoas.
Só que a grande maioria olhou para Serginho e Dicesar e pensou: os gays são assim. São figuras efeminadas (homem com características ou modos de mulher). O estereótipo prevaleceu.
A grande maioria também pensou: os gays são figuras solitárias, alvo de piadas como as de Dourado (hétero não pega Aids). E piada pesada com direito a Ministério Público.
Então falaram da visibilidade homossexual e teve sim, mas ficou mais o vazio do que uma lição. Ficou a imagem do gay caricato (e tinha mesmo uma drag ali dentro).
Ficou a imagem do gay que dificilmente vai olhar para a questão dos direitos humanos porque está mais preocupado com o cabelo e roupa (Serginho) ou com a peruca (Dicesar). Ficou a imagem do gay como objeto sexual e como Dicesar usou o bumbum para refletir isso aos quatro cantos.
Os gays do Big Brother entraram na contra mão do que todo o resto da mídia tem feito. Como no cinema (Do Começo ao Fim), como nas novelas (Paraíso Tropical, América, Senhora do Destino).
Os gays do Big Brother são reais, mas representam apenas parte da realidade do universo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Nesse caso, a ficção ganhou para eles, deu exemplo.
Serginho e Dicesar podiam muito bem ter representado o universo gay com uma dose de seriedade. Podiam ter aproveitado o programa para acender o debate sobre aceitação nas Forças Armadas, casamento gay e outros direitos.
Os gays do Big Brother ficaram devendo mesmo. Uma conta que vão pagar com shows (Dicesar na pela de Dimmy Kieer) e com moda (Serginho vai lançar livro). Que saudade de Jean Wyllys.
da Redação do Toda Forma de Amor
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Última atualização ( Sex, 16 de Abril de 2010 01:11 )
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