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26/10/2008 - 11h32min
CONDENA-ME
A farsa sexual da Igreja Católica

por Brenno Aluxett

A farsa é moral - a Igreja Católica prega a castidade e jamais o sexo gay, mas ele acontece dentro dos seus conventos. A farsa é religiosa - a Igreja Católica se baseia numa lei sobrenatural que proibie o sexo entre iguais, mas padres praticam sua homossexualidade sem nada a temer.

As regras e suas verdades religiosas tornaram-se fantasia. Existem, assustam, mas nem de longe são cumpridas pelos religiosos que prometeram o celibato. Os casos de padres envolvidos com mulheres e pedofilia se multiplicam. Outros vivem a homossexualidade em segredo, mas com intensidade.

Graças ao discurso unilateral da Igreja Católica - Deus como totalidade - a homofobia se fortaleceu desde a Idade Média. É simples de entender. É um contraste social. A Igreja Católica estabeleceu crenças, costumes, modelos e excluiu a homossexualidade disso tudo. Desse modelo totalitário e histórico surgiram as condições sociculturais da sociedade, um contraste com a realidade atual.

Virou um confronto - modelo contra homossexualidade - e como resultado a homofobia. A Igreja condena, mas, sempre teve entre as paredes dos seus conventos aquilo que mais persegue: o sexo gay.

Ao perder o medo ou desafiar tudo que os cerca, inclusive a carreira, padres gays entregam-se ao sexo gay fácil em saunas das principais capitais do país. No Recife, a segunda-feira é conhecida nas saunas como a segunda-feira santa, onde os religiosos tornam-se pecadores, do ponto de vista apenas da ordem deles.

A Igreja Católica fecha os olhos. Está escrito em todo o seu radicalismo que sexo tem um único objetivo: reprodução. Está lá que Adão e Eva foram criados homem e mulher para povoarem a terra. Mas eis que não deu para mudar o homem. Adão conheceu Paulão, por exemplo, e as serpentes construiram um ninho de amor.

Quando a Igreja Católica herdou, no campo dos costumes, a grande influência do Estoicismo grego - espiritualidade em detrimento ao corpo - relegou ao abandono a prática sexual entre homens totalmente comum entre os gregos. Os tutores dos jovens - sábios e filósofos - eram aqueles para quem os adolescentes homens se entregavam e eram penetrados pelos seus mestres.

Ao condenar a homossexualidade hoje, a Igreja Católica vive a sua maior contradição. Apegou-se ao antigo passado, mas se confronta com a abertura do mundo real globalizado. Padres morrem em silêncio com o HIV. Padres fogem para saunas gays para saciar seus desejos. Superiores da ordem se envolvem homens numa relação com amantes profissionais. Sustentam seus homens com dinheiro e motos.

Ainda assim, a Igreja Católica se acha no direito de ser Estado. De ser contra a união civil entre homossexuais. Ainda assim a Igreja Católica insiste em alimentar o ódio aos gays. Fechar os olhos para a própria realidade é a maior doença do cristianismo hoje em dia.

da Redação do www.todaformadeamor.com.br




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